Fotos: Tássia Novaes
Suely, filha caçula de seo Antonio e dona Núbia (abaixo). Embora tenham fogão elétrico em casa, em bom estado de conservação, todas as refeições da família são preparadas no fogão de lenha que fica no quintal - espaço utilizado também para separar cravo, uma das fontes de renda família | Fotos: Tássia Novaes
Dos 15 filhos de seo Antonio - 11 deles com a esposa atual, dona Núbia - a pequena Suely, de 6 anos, veio ao mundo num parto bastante complicado: estava atravessada na barriga da mãe. "Foi a única que precisou de médico, os outros nasceram de parto normal com parteira aqui em casa mesmo. Tive muito medo. Dá agonia ver o médico costurando a gente", conta dona Núbia.
Suely nasceu no hospital em Itabuna. Por muito pouco a mãe não morreu no caminho. E que caminho... para sair do Rio do Meio, pequena comunidade rural onde a família mora em Ibirapitanga, são cerca de 30 minutos saculejando numa estrada de barro até alcançar o asfalto na BR-101. Não há ônibus nem táxi. As pessoas vão a pé, de montaria ou carro particular. Não há linha de telefone fixo mas tem antena parabólica. Celular funciona o sinal apenas de uma operadora.
Quando entrou em trabalho de parto, dona Núbia estava sozinha em casa com os filhos. O marido, seo Antonio, personagem do nosso documentário, estava trabalhando na mata, longe de casa. "Não tinha como avisar a ele. Um dos meninos correu para chamar meu irmão. Ele veio meia hora depois com a parteira, mas ela não conseguiu tirar a criança", lembra.
Saíram, então, num carro emprestado por um vizinho em direção a Itamarati, distrito de Ibirapitanga, onde tem um posto de saúde. "Só tinha uma enfermeira. Não tinha como fazer o parto lá. Eu estava me sentindo muito mal, pensei que ia morrer", conta.
Dona Núbia foi levada as pressas de ambulância para Itabuna - cidade mais próxima com hospital público. São 84 quilômetros pela BR-101. "Quando acordei, o médico colocou a menina nos meus braços e disse que era para agradecer a Deus, porque tinha sido um milagre nós duas estarmos vivas", diz.
Mãe e filha voltaram para casa três dias depois. "Ela nasceu miudinha e eu estava muito fraca. Não tinha força nem para segurar nos braços, até deixei ela cair no chão", recorda, com naturalidade.
Suely nasceu no hospital em Itabuna. Por muito pouco a mãe não morreu no caminho. E que caminho... para sair do Rio do Meio, pequena comunidade rural onde a família mora em Ibirapitanga, são cerca de 30 minutos saculejando numa estrada de barro até alcançar o asfalto na BR-101. Não há ônibus nem táxi. As pessoas vão a pé, de montaria ou carro particular. Não há linha de telefone fixo mas tem antena parabólica. Celular funciona o sinal apenas de uma operadora.
Quando entrou em trabalho de parto, dona Núbia estava sozinha em casa com os filhos. O marido, seo Antonio, personagem do nosso documentário, estava trabalhando na mata, longe de casa. "Não tinha como avisar a ele. Um dos meninos correu para chamar meu irmão. Ele veio meia hora depois com a parteira, mas ela não conseguiu tirar a criança", lembra.Saíram, então, num carro emprestado por um vizinho em direção a Itamarati, distrito de Ibirapitanga, onde tem um posto de saúde. "Só tinha uma enfermeira. Não tinha como fazer o parto lá. Eu estava me sentindo muito mal, pensei que ia morrer", conta.
Dona Núbia foi levada as pressas de ambulância para Itabuna - cidade mais próxima com hospital público. São 84 quilômetros pela BR-101. "Quando acordei, o médico colocou a menina nos meus braços e disse que era para agradecer a Deus, porque tinha sido um milagre nós duas estarmos vivas", diz.
Mãe e filha voltaram para casa três dias depois. "Ela nasceu miudinha e eu estava muito fraca. Não tinha força nem para segurar nos braços, até deixei ela cair no chão", recorda, com naturalidade.

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