Fotos: Tássia Novaes
Seo Antonio é um pequeno agricultor que faz diferença na comunidade do Rio do Meio, zona rural de Ibirapitanga, onde mora com a esposa e 15 filhos num terreno de cinco hectares regado basicamente de cacau e cravo, principal fonte de renda da família. "Não subo mais no craveiro porque estou com um problema na coluna, mas meus parentes todos catam cravo", conta.
A história de vida impressiona. Durante mais de duas décadas seo Antonio contribuiu para o desmatamento da mata nativa da APA do Pratigi. "A gente subia a floresta para pegar as árvores maiores. Derrubei muita árvore. Tinha árvore que demorava 30 dias para cair e quando tombava os galhos derrubavam outras 20. Hoje sei que isso não faz bem a mim mesmo, prejudica a minha família", ressalta.
Além da extração ilegal de madeira, é comum na região desmatar a floresta para abrir pastos nos morros ou para cultivo de monocultura, principalmente mandioca, sempre através de queimadas, que contribuem para o empobrecimento do solo e, consequentemente, desequilibrio do ecossistema.
Além da extração ilegal de madeira, é comum na região desmatar a floresta para abrir pastos nos morros ou para cultivo de monocultura, principalmente mandioca, sempre através de queimadas, que contribuem para o empobrecimento do solo e, consequentemente, desequilibrio do ecossistema.
Há cinco anos, seo Antonio se tornou um dos principais agentes de reflorestamento da região, a partir de um programa de concientização feito pela Associação Guardiã do Pratigi (AGIR) com os moradores locais. "A maioria das pessoas aqui são parentes", conta.
Um viveiro foi construído no espaço ao lado da casa, onde seo Antonio cultiva mudas - mais uma fonte de renda para a família. "Para mim, é uma felicidade saber que hoje vem gente aqui comprar minhas mudas para plantar, de um lugar que sempre foi desmatado", conta. Ipê amarelo, jatobá, jequitibá, craveiro, cajueiro, jaqueira, cupuaçu, pau pombo, pau preto são alguns exemplos da fartura do viveiro de Seo Antonio.
Fomos recebidos em sua casa com muita satisfação. Horas e horas de entrevista. Na verdade, mais parecia um bate-papo.
Seo Antonio nos contou sua história de vida desde o nascimento até os dias atuais. Conversamos sobre o período de desmatamento, sobre a família e o dia-a-dia na roça. Falamos também sobre sonhos e desejos. "Meu maior sonho é garantir o futuro dos meus filhos", encerrou.
Um viveiro foi construído no espaço ao lado da casa, onde seo Antonio cultiva mudas - mais uma fonte de renda para a família. "Para mim, é uma felicidade saber que hoje vem gente aqui comprar minhas mudas para plantar, de um lugar que sempre foi desmatado", conta. Ipê amarelo, jatobá, jequitibá, craveiro, cajueiro, jaqueira, cupuaçu, pau pombo, pau preto são alguns exemplos da fartura do viveiro de Seo Antonio.
Fomos recebidos em sua casa com muita satisfação. Horas e horas de entrevista. Na verdade, mais parecia um bate-papo.
Seo Antonio nos contou sua história de vida desde o nascimento até os dias atuais. Conversamos sobre o período de desmatamento, sobre a família e o dia-a-dia na roça. Falamos também sobre sonhos e desejos. "Meu maior sonho é garantir o futuro dos meus filhos", encerrou.


parabéns, Humberto!
ResponderExcluircongratulações extensivas a sua equipe e parceiros!
Parabéns pelo trabalho de valorização dos pratigienses!
o trabalho tá apenas começando e já está riquíssimo!!!
eu como cidadão do baixo sul, fico muito agradecido!!!
Obrigado!
Vange Medeiros
Muito bala Betão...Não devemos ficar esperando pelo estado... somos capazes de fazer a diferença.
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